Plano de Disciplina Análise da Paisagem
PLANO DE DISCIPLINA
EMENTA: Fundamentos conceituais e epistemológicos da paisagem na Geografia e áreas afins. Abordagens sistêmicas e integradoras (geossistema, ecologia da paisagem e planejamento territorial). Estrutura, funcionamento e dinâmica da paisagem: padrões espaciais, processos, fluxos e conectividade. Métodos de análise e interpretação: cartografia temática, sensoriamento remoto, métricas de paisagem, análise multiescalar e temporal. Aplicações em diagnóstico ambiental, ordenamento territorial, conservação, recuperação de áreas degradadas e avaliação de serviços ecossistêmicos. Elaboração de produtos técnicos: mapas, relatórios interpretativos e proposta de intervenção/gestão territorial.
OBJETIVO: Capacitar o(a) discente a analisar a paisagem como totalidade complexa, integrando componentes físico-bióticos e socioespaciais, por meio de métodos qualitativos e quantitativos voltados ao diagnóstico e ao planejamento territorial.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Discutir a evolução do conceito de paisagem e suas principais matrizes teórico-metodológicas.
Compreender relações entre forma (padrão) e função (processos) em diferentes escalas.
Aplicar técnicas de interpretação de imagens e cartografia temática na leitura da paisagem.
Empregar métricas e indicadores espaciais (fragmentação, conectividade, heterogeneidade) para avaliação ambiental.
Integrar evidências empíricas na elaboração de diagnósticos e propostas de manejo/requalificação territorial.
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS: Ao final da disciplina, o(a) discente conhecerá os fundamentos teórico-metodológicos da Análise da Paisagem, compreendendo a paisagem como totalidade complexa e multiescalar, integradora de componentes físico-bióticos e socioespaciais. Assim, deverá estar apto(a) a interpretar criticamente padrões e processos em diferentes escalas espaço-temporais, empregar técnicas de cartografia temática e interpretação de imagens no diagnóstico territorial, utilizar indicadores e métricas espaciais para avaliação de estrutura, fragmentação e conectividade, e elaborar sínteses técnico-científicas (mapas e relatórios) orientadas ao planejamento, à gestão ambiental e à proposição de diretrizes de conservação e recuperação de áreas.
METODOLOGIA: O período letivo 2026.1 da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) será ofertado na modalidade presencial. A disciplina (04 créditos) será desenvolvida ao longo de 15 encontros, organizados em aulas com 04 horas diárias, compreendendo 02 horas/aula teóricas e 02 horas/aula práticas, conforme o plano de ensino aprovado e o horário institucionalmente estabelecido.
As atividades teóricas serão conduzidas por meio de exposição dialogada, com problematização orientada e discussão de leituras selecionadas, apoiadas em recursos audiovisuais. Materiais complementares serão disponibilizados no SAGRES em formato digital (.pdf), acompanhados, quando pertinente, de indicações de conteúdos de apoio (sites, vídeos, podcasts e outros recursos didáticos) produzidos pelo docente ou por profissionais convidados, visando ampliar a compreensão conceitual e a atualização temática.
As atividades práticas terão caráter aplicado e investigativo, estruturadas a partir de estudos de caso e situações-problema relacionadas à leitura e interpretação da paisagem. Nessa dimensão, os(as) discentes desenvolverão exercícios de análise multiescalar, interpretação cartográfica e de imagens, construção de sínteses espaciais e elaboração de produtos técnicos (mapas e relatórios interpretativos), individualmente e em grupos, com orientação metodológica contínua.
Como estratégia de aprendizagem ativa, serão incorporados serious games em momentos específicos do semestre, alinhados ao conteúdo programático, com a finalidade de favorecer o engajamento, a tomada de decisão e a resolução de problemas em cenários simulados de diagnóstico e planejamento territorial. Os jogos serão utilizados como recurso complementar, articulando teoria e prática mediante análise comparativa de estratégias, interpretação de resultados e reflexão crítica sobre as escolhas metodológicas realizadas.
Adicionalmente, será empregado ambiente computacional para atividades de organização e análise de dados espaciais e produção de evidências, utilizando ferramentas digitais apropriadas (por exemplo, repositórios colaborativos e plataformas em nuvem), de modo a viabilizar a reprodutibilidade dos procedimentos, a sistematização dos resultados e o trabalho colaborativo. Ao longo do semestre, além de exercícios orientados, serão propostos desafios e problemas contextualizados, com ênfase na participação ativa, no raciocínio crítico e na construção progressiva de competências para análise e intervenção sobre paisagens reais.
FORMAS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo será realizado integralmente de forma presencial, contemplando instrumentos teóricos e práticos, com ênfase na aplicação metodológica e na capacidade interpretativa em Análise da Paisagem. A avaliação será composta por quatro momentos principais, complementados por avaliação contínua ao longo do semestre:
1ª Avaliação (Teórica I Individual): prova presencial com questões objetivas e discursivas, abrangendo os fundamentos trabalhados até a data de aplicação (conceitos de paisagem, abordagens integradoras, escala/dinâmica, cartografia temática e interpretação visual). Serão considerados: domínio conceitual, precisão terminológica, coerência argumentativa e capacidade de estabelecer relações entre conceitos e exemplos empíricos.
2ª Avaliação (Teórica II Individual): prova presencial com questões objetivas e discursivas, abrangendo os conteúdos integradores e aplicados desenvolvidos após a primeira avaliação (sensoriamento remoto aplicado, indicadores/métricas de paisagem, unidades de paisagem, diagnóstico integrado, zoneamentos e diretrizes de planejamento/gestão). Serão considerados: capacidade de síntese, consistência do raciocínio analítico, interpretação de evidências e qualidade da articulação entre método, diagnóstico e decisão.
3ª Avaliação (Prática I Desafio com Serious Game Em grupo): atividade presencial em grupo, estruturada como desafio em serious game, na qual os(as) discentes deverão aplicar procedimentos de análise da paisagem em situação-problema, envolvendo leitura multiescalar, identificação de pressões e conflitos, seleção de evidências e proposição de diretrizes tecnicamente justificadas. Serão avaliados: tomada de decisão, justificativa técnica, consistência metodológica, interpretação de evidências e clareza da síntese (produto técnico/apresentação).
4ª Avaliação (Prática II Atividade de Campo Relatório Individual): elaboração de relatório técnico individual a partir das observações e registros realizados em campo, contemplando: caracterização e delimitação da área, descrição interpretativa da paisagem, identificação de processos, pressões e conflitos de uso, e proposição de diretrizes compatíveis com limitações e potencialidades do território. Serão avaliados: rigor descritivo-interpretativo, organização do texto, qualidade e pertinência das evidências mobilizadas (registros, mapas, croquis/fotos) e coerência das conclusões e recomendações.
Além dessas avaliações, será adotada avaliação contínua, composta por exercícios orientados, práticas em laboratório, participação em discussões, fichamentos de leitura e entregas parciais vinculadas ao desenvolvimento do produto final da disciplina, contribuindo para a consolidação progressiva das competências previstas. Cada avaliação terá um valor máximo de 10,0 pontos e a média final será calculada a partir de uma média aritmética simples das notas das avaliações.
PROGRAMA DO COMPONENTE CURRICULAR
O componente curricular será desenvolvido presencialmente, com carga horária total de 60 (sessenta) horas, distribuídas em 15 encontros de 4 horas cada, realizados no turno da manhã, das 07h30 às 11h30. O programa articula aulas expositivas dialogadas, leituras dirigidas, exercícios práticos de interpretação e síntese, uso de ferramentas computacionais quando aplicável (SIG/sensoriamento remoto e bases públicas), metodologias ativas (desafios em serious games) e atividade de campo, culminando na elaboração de produtos técnicos (mapas e relatório interpretativo).
Apresentação do componente e fundamentos do conceito de paisagem (4 h) (11/03)
Organização do componente, objetivos, critérios e produtos esperados.
Paisagem na Geografia e interfaces: conceito e usos analíticos; paisagem como síntese.
Evolução do conceito e distinções fundamentais (4 h) (18/03)
Evolução histórica do conceito de paisagem nas ciências.
Distinções operacionais: espaço, território, ambiente e paisagem.
Principais matrizes teórico-metodológicas.
Percepção, valoração e domínios de paisagens tropicais (4 h) (01/04)
Percepção e valoração da paisagem: fundamentos e abordagens.
Domínios de natureza no Brasil: caracterização e distribuição.
Leitura integrada introdutória e exercício de reconhecimento.
Abordagens integradoras e leitura sistêmica (4 h) (08/04)
Geossistema e integração físico-biótica e socioespacial.
Ecologia da paisagem: matriz–mancha–corredor; mosaicos; conectividade.
Pressões antrópicas e transformação da paisagem: implicações analíticas.
Escala, padrão e processo; cartografia temática e interpretação visual (4 h) (15/04)
Escalas espaço-temporais, hierarquias e fragmentação; fluxos, bordas e resiliência.
Cartografia temática: relevo, drenagem, uso/cobertura; interpretação espacial e padrões.
Elementos de interpretação visual: forma, textura, tonalidade, contexto e associação.
Exercício integrado e 1ª Avaliação Teórica (4 h) (22/04)
Exercício de delimitação da área de estudo; construção de matriz de evidências e síntese descritivo-interpretativa.
1ª Avaliação (Teórica I – individual): fundamentos do conceito, abordagens, escala/dinâmica, cartografia e interpretação visual.
Sensoriamento remoto aplicado I: fundamentos operacionais (4 h) (29/04)
Imagens orbitais, resoluções e composições; noções de índices e realce.
Uso/cobertura da terra: leitura e classificação (introdução).
Exercício aplicado: identificação de feições e padrões antrópicos/naturais.
Sensoriamento remoto aplicado I: plataformas avançadas (4 h) (13/05)
LiDAR, SAR e drones: características e aplicações em análise da paisagem.
Exercício de identificação de feições e padrões com dados multifonte.
Limitações e potencialidades de cada plataforma.
Sensoriamento remoto aplicado II: mudanças e trajetórias (4 h) (20/05)
Comparação temporal e detecção de mudanças (noções e limitações).
Trajetórias de transformação e interpretação socioambiental.
Produto parcial: mapa/registro interpretativo de mudanças na área de estudo.
Métricas, indicadores e diagnóstico integrado da paisagem (4 h) (27/05)
- Heterogeneidade, fragmentação, conectividade, efeito de borda (conceitos e indicadores básicos).
- Delimitação e caracterização de unidades de paisagem; pressões, conflitos de uso, vulnerabilidades e potencialidades.
- Construção de síntese interpretativa (texto + evidências).
- Planejamento territorial e legislação ambiental aplicada (4 h) (03/06)
- Planejamento territorial: princípios, instrumentos e legislação ambiental vigente.
- Diretrizes e medidas: conservação, conectividade, requalificação e recuperação.
- Exercício: proposição preliminar de diretrizes para a área analisada.
- Zoneamentos aplicados e geoecológicos (4 h) (10/06)
- Zoneamentos (geoambiental/risco/aptidão): objetivos e critérios.
- Zoneamento geoecológico: ZEE, ZEEC e ecodinâmica de Tricart.
- Exercício orientado de elaboração de zoneamento para a área de estudo.
- 2ª Avaliação Prática – Serious Game/Desafio em grupo (4 h) (17/06)
- Serious game (desafio prático em grupo): diagnóstico territorial, definição de prioridades, cenários e diretrizes.
- Síntese e comunicação dos resultados (apresentação e defesa técnica).
- 2ª Avaliação (Prática I – em grupo): conforme plano.
- Atividade de campo: observação e registro sistemático (4 h) (01/07)
- Saída de campo/atividade dirigida: leitura in situ, registro fotográfico, croquis e pontos de interesse.
- Roteiro de observação: unidades, processos, conflitos e evidências.
- Organização preliminar do material para relatório.
- Sistematização do campo, relatório técnico e avaliações finais (4 h) (08/07)
- Sistematização das evidências (fotos, croquis, mapas); oficina orientada de escrita do relatório técnico.
- 3ª Avaliação (Prática II – individual): entrega do Relatório Técnico de Campo.
- 4ª Avaliação (Teórica II – individual): integração de métodos e tomada de decisão em análise/planejamento da paisagem.
Produto final recomendado:
Dossiê de Análise da Paisagem (estudo de caso) contendo: mapa de uso/cobertura; mapa de unidades de paisagem (ou síntese geoambiental); diagnóstico interpretativo; e diretrizes (zoneamento e recomendações).
Observação de horário: Todas as aulas ocorrerão das 07h30 às 11h30, totalizando 4 h por encontro e 60 h ao final do componente.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Quadro 1 – Conteúdo programático (ajustado) de Análise da Paisagem, UEFS - 2026.1.
| ENCONTRO | DATA | ⬇ ASSUNTOS PREVISTOS (4 h) ⬇ |
|---|---|---|
| — | 25/02 | Semana de Integração – sem conteúdo programático. |
| 1º | 11/03 | Apresentação do componente; conceito de paisagem; paisagem como síntese. |
| 2º | 18/03 | Evolução do conceito e distinções (espaço, território, ambiente). |
| — | 25/03 | Sem aula – docente em campanha de pesquisa de campo. |
| 3º | 01/04 | Percepção e valoração da paisagem; domínios de paisagens tropicais. |
| 4º | 08/04 | Abordagens integradoras: geossistema e leitura sistêmica; ecologia da paisagem (matriz–mancha–corredor, conectividade). |
| 5º | 15/04 | Escala, padrão e processo: escalas espaço-temporais; fluxos, fragmentação, bordas e resiliência; cartografia temática e interpretação visual. |
| 6º | 22/04 | Exercício de delimitação da área de estudo; matriz de evidências e síntese descritivo-interpretativa. 1ª AVALIAÇÃO (TEÓRICA I – individual): fundamentos do conceito de paisagem, abordagens, escala/dinâmica, cartografia e interpretação visual. |
| 7º | 29/04 | Sensoriamento remoto aplicado I: fundamentos operacionais (resoluções, bandas, composições). |
| — | 06/05 | Congresso 50+ UEFS – sem conteúdo programático. |
| 8º | 13/05 | Sensoriamento remoto aplicado I: plataformas avançadas (LiDAR, SAR, drones); exercício de identificação de feições e padrões. |
| 9º | 20/05 | Sensoriamento remoto aplicado II: comparação temporal, detecção de mudanças e trajetórias; produto parcial de mudanças. |
| 10º | 27/05 | Métricas e indicadores de paisagem (heterogeneidade, fragmentação, conectividade); unidades de paisagem e diagnóstico integrado: delimitação, caracterização, pressões, conflitos, vulnerabilidades e potencialidades. |
| 11º | 03/06 | Planejamento territorial e legislação ambiental aplicada à paisagem: diretrizes e prioridades (conservação, conectividade, recuperação). |
| 12º | 10/06 | Zoneamentos aplicados e zoneamento geoecológico: ZEE, ZEEC, ecodinâmica de Tricart; exercício orientado. |
| 13º | 17/06 | 2ª AVALIAÇÃO (PRÁTICA I – em grupo): Serious Game/Desafio (diagnóstico + diretrizes + justificativa técnica + defesa e entrega). |
| — | 24/06 | Feriado São João – sem conteúdo programático. |
| 14º | 01/07 | Atividade de campo: observação sistemática, registros (fotos/croquis), identificação de unidades/processos; organização das evidências. |
| 15º | 08/07 | Sistematização do campo; oficina orientada de escrita do relatório técnico. 3ª AVALIAÇÃO (PRÁTICA II – individual): entrega do Relatório Técnico de Campo. 4ª AVALIAÇÃO (TEÓRICA II – individual): integração de métodos e tomada de decisão em análise/planejamento da paisagem. |
SIGNIFICADO DO COMPONENTE CURRICULAR PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
O componente curricular Análise da Paisagem possui papel estruturante na formação profissional dos(as) discentes, por oferecer referenciais conceituais e metodológicos indispensáveis à leitura integrada do território. Ao longo do componente, o(a) estudante desenvolve competências para compreender a paisagem como totalidade complexa, articulando elementos físico-bióticos e socioespaciais, bem como para reconhecer a interação entre padrões espaciais e processos que condicionam a dinâmica ambiental e a organização do espaço geográfico.
A disciplina contribui diretamente para a construção de um olhar crítico e interpretativo sobre a realidade geográfica, capacitando o(a) futuro(a) profissional a identificar unidades de paisagem, pressões, conflitos de uso, vulnerabilidades e potencialidades a partir de evidências empíricas. Nesse sentido, fortalece a aptidão para elaborar diagnósticos e propor diretrizes tecnicamente justificadas para o planejamento territorial, a gestão ambiental, a conservação da biodiversidade, a recuperação de áreas degradadas e a mitigação de riscos, em diferentes escalas de análise.
Por meio da combinação entre atividades teóricas e práticas, incluindo interpretação cartográfica e de imagens, produção de sínteses espaciais, metodologias ativas (como desafios em serious games) e atividade de campo, o(a) discente é estimulado(a) a desenvolver autonomia intelectual, raciocínio analítico, rigor interpretativo e capacidade de tomada de decisão. Assim, o componente fortalece a formação técnica e científica em Geografia e áreas afins, preparando o(a) egresso(a) para atuar em instituições públicas, privadas e de pesquisa, com base em análises territorialmente orientadas, metodologicamente consistentes e socialmente relevantes.
REFERÊNCIAS
Básica
- BERTRAND, Georges. Paisagem e geografia física global: esboço metodológico. Cadernos de Ciências da Terra, São Paulo, v. 13, p. 1-27, 1971.
- FORMAN, Richard T. T.; GODRON, Michel. Landscape ecology. New York: Wiley, 1986.
- METZGER, Jean Paul. O que é ecologia de paisagens? Biota Neotropica, v. 1, n. 1-2, 2001. DOI: 10.1590/S1676-06032001000100006.
- SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
- TURNER, Monica G.; GARDNER, Robert H. Landscape ecology in theory and practice: pattern and process. 2. ed. New York: Springer, 2015.
Complementar
- AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
- JENSEN, John R. Remote sensing of the environment: an earth resource perspective. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall, 2000.
- MCGARIGAL, Kevin; CUSHMAN, Samuel A.; ENE, Eduard. FRAGSTATS v4: spatial pattern analysis program for categorical and continuous maps (software). Amherst: University of Massachusetts, 2012.
- MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. A dinâmica climática e as chuvas no Estado de São Paulo: estudo geográfico sob forma de atlas. São Paulo: Laboratório de Climatologia, Instituto de Geografia, Universidade de São Paulo, 1973.
- TRICART, Jean. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: IBGE; SUPREN, 1977.