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Prof. Diego Vidal
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1ª Avaliação — Análise da Paisagem (Teórica I) — Versão B

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA CURSO DE GEOGRAFIA


Curso: Geografia  ·  Disciplina: Análise da Paisagem  ·  Semestre: 2026.1 Docente: Luiz Diego Vidal Santos  ·  Valor: 10,0  ·  Horário: 08h00 às 11h30  ·  Data: 29/04/2026

Aluno(a): ________________________________________________________________


1ª Avaliação — Análise da Paisagem (Teórica I) — Versão B

Instruções. Leia com atenção. Marque uma única alternativa por questão de múltipla escolha. Use caneta azul ou preta. Boa prova.


Parte I — Múltipla Escolha (5,5 pts · 0,5 cada)

1. No método humboldtiano, o Naturgemälde expressa uma forma integrada de representar a paisagem. Essa contribuição pode ser corretamente entendida como:

  1. Um recurso exclusivamente artístico, sem valor para a ciência geográfica.
  2. Uma separação entre clima, relevo, vegetação e sociedade para evitar sínteses gerais.
  3. Uma representação sintética que articula altitude, clima, vegetação e distribuição espacial dos fenômenos.
  4. Um modelo jurídico de proteção de paisagens culturais.
  5. Um procedimento estatístico para medir fragmentação de habitats.

2. Ao passar do uso cotidiano para o uso científico, o conceito de paisagem deixa de significar apenas “cenário visível” e passa a ser tratado, na Geografia, como:

  1. Uma imagem subjetiva sem relação com processos materiais.
  2. Uma totalidade complexa, resultante da interação entre componentes físicos, bióticos e socioespaciais.
  3. Um recorte administrativo definido por limites municipais.
  4. Um sinônimo de bioma, determinado exclusivamente pelo clima regional.
  5. Uma categoria estética sem utilidade para diagnóstico territorial.

3. Em Yi-Fu Tuan, o conceito de topofilia permite compreender que a paisagem:

  1. É percebida apenas por meio de sensores e mapas temáticos.
  2. Pode envolver vínculos afetivos positivos entre pessoas, lugares, memórias e experiências.
  3. Deve ser analisada sem considerar cultura, sentidos ou história pessoal.
  4. Corresponde à aversão generalizada a ambientes rurais.
  5. É uma unidade taxonômica inferior ao geótopo.

4. Em Augustin Berque, a relação paisagem-marca / paisagem-matriz indica que:

  1. A paisagem-marca é natural e a paisagem-matriz é urbana.
  2. A paisagem-marca corresponde ao mapa e a paisagem-matriz corresponde ao território real.
  3. A paisagem registra ações sociais anteriores e, ao mesmo tempo, condiciona percepções e ações futuras.
  4. A paisagem-marca é sempre preservada pelo IPHAN, enquanto a matriz não recebe proteção.
  5. Marca e matriz são conceitos equivalentes a fragmento e corredor.

5. Para Denis Cosgrove, a paisagem pode ser compreendida como uma “forma de ver”. Essa formulação destaca que:

  1. A paisagem é uma construção visual e cultural associada a valores, símbolos e relações de poder.
  2. A paisagem é apenas o conjunto de formas naturais anteriores à sociedade.
  3. O olhar sobre a paisagem é neutro e independente da posição social do observador.
  4. A paisagem deve ser reduzida a métricas de área, perímetro e conectividade.
  5. A percepção da paisagem elimina a possibilidade de análise científica.

6. A definição de Georges Bertrand para a paisagem enfatiza:

  1. A soma de elementos isolados, sem interação dinâmica.
  2. A separação metodológica entre fatores físicos, biológicos e humanos.
  3. A combinação dinâmica e instável de elementos físicos, biológicos e antrópicos em uma porção do espaço.
  4. A substituição da paisagem pelo conceito de território político.
  5. A exclusão da ação humana das unidades de análise.

7. A diferença central entre a formulação original de Sochava e a reformulação de Bertrand para o geossistema é que Bertrand:

  1. Removeu o componente biológico da análise da paisagem.
  2. Tratou a ação antrópica como componente interno do sistema, não apenas como perturbação externa.
  3. Definiu o geossistema como sinônimo de ecossistema fechado.
  4. Abandonou a ideia de escala na análise da paisagem.
  5. Restringiu o geossistema a áreas urbanas densamente ocupadas.

8. Na leitura de Ab’Sáber sobre os domínios de natureza do Brasil, a Chapada Diamantina pode ser interpretada, em relação ao domínio das Caatingas, como:

  1. Um exemplo de matriz urbana contínua.
  2. Um enclave ou refúgio de altitude, com condições ambientais distintas do semiárido circundante.
  3. Uma área sem valor paisagístico por não corresponder ao bioma dominante.
  4. Um corredor ripário obrigatório definido pelo Código Florestal.
  5. Um geótopo homogêneo de escala pontual.

9. Em Monteiro, as derivações antropogênicas ajudam a interpretar transformações da paisagem. A associação correta é:

  1. Supressão: introdução de espécies exóticas; inserção: retirada da vegetação; alteração funcional: ausência de mudanças nos fluxos.
  2. Supressão: remoção de componentes; inserção: introdução de componentes exógenos; alteração funcional: modificação de fluxos e ritmos do sistema.
  3. Supressão: recuperação ecológica; inserção: equilíbrio climático; alteração funcional: conservação integral.
  4. Supressão: leitura perceptiva; inserção: vínculo afetivo; alteração funcional: patrimônio cultural.
  5. Supressão, inserção e alteração funcional são termos equivalentes.

10. A Ecologia da Paisagem, conforme discutida em aula, combina duas tradições principais. É correto afirmar que:

  1. A tradição geográfica surgiu nos Estados Unidos e rejeitou o planejamento territorial.
  2. A tradição ecológica nasceu na Europa com foco exclusivo em paisagens culturais.
  3. A tradição geográfica enfatiza integração sociedade-natureza e planejamento; a tradição ecológica enfatiza padrão espacial, processos ecológicos e conservação.
  4. Ambas as tradições recusam o uso de cartografia e sensoriamento remoto.
  5. A tradição ecológica considera irrelevante a fragmentação de habitats.

11. No modelo matriz-mancha-corredor, proposto por Forman e Godron, é correto afirmar que:

  1. A matriz é sempre o fragmento mais preservado da paisagem.
  2. Manchas são unidades lineares que conectam áreas de habitat.
  3. Corredores são áreas dominantes que controlam toda a dinâmica da paisagem.
  4. A matriz é a cobertura dominante, as manchas diferem da matriz e os corredores podem conectar manchas.
  5. O arranjo espacial dos elementos não interfere nos fluxos de organismos, energia ou matéria.

Parte II — Complementar (4,5 pts · 0,5 cada)

Complete as lacunas com o termo correto.

12. Na análise da paisagem, o objeto de estudo deve ser lido como uma _______________________________________, articulando forma, função, processos e significados.

13. O elo afetivo positivo entre pessoa e lugar, mediado por sentidos, cultura, experiência e memória, é chamado por Yi-Fu Tuan de ______________________________________.

14. Em Berque, a paisagem como registro material da ação social sobre o território recebe o nome de paisagem-______________________________________.

15. Em Cosgrove, a paisagem é uma _______________________________________ de ver, historicamente construída e vinculada a valores e relações de poder.

16. No tripé de Bertrand, o geossistema resulta da interação entre potencial ecológico, exploração biológica e ______________________________________.

17. Na hierarquia de Bertrand, a menor unidade homogênea de análise da paisagem é o ______________________________________.

18. A classificação das grandes paisagens brasileiras proposta por Ab’Sáber é conhecida como domínios ______________________________________.

19. Na definição operacional de Forman e Godron, a Ecologia da Paisagem estuda a estrutura, a função e a _______________________________________ em áreas espacialmente heterogêneas.

20. No modelo matriz-mancha-corredor, a cobertura dominante que controla a dinâmica e define o contexto das demais unidades é chamada de ______________________________________.



Folha de respostas segue em página própria na versão impressa.

Folha de respostas — Múltipla escolha

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Resposta

© Luiz Diego Vidal Santos, 2025–2026. Disclaimer

 

Feito com Quarto